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Dom Phillips fazia aventura perigosa na Amazônia, diz Bolsonaro

As declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a morte do jornalista Dom Phillips e Bruno Pereira vem incomodando autoridades internacionais e ativistas de todo mundo. Bolsonaro disse que Dom Phillips fazia “aventura perigosa na Amazônia”.
Dom Phillips na Amazônia
Em outra entrevista, desta vez durante a IV Cúpula das Américas, que aconteceu nos Estados Unidos, o presidente Bolsonaro disse que, além de ser uma “aventura perigosa” do jornalista, Dom não era querido naquela região.
Com a descoberta de corpos que podem ser do jornalista e do indigenista Bruno, nesta quarta-feira (15), membros do Parlamento Europeu criticaram as ações de proteção aos ativistas ambientais e jornalistas por parte do governo do Brasil, classificando que o caso não foi isolado, como disse o ministro da Justiça, Anderson Torres.
Reação da ONU sobre Bolsonaro
Já a ONU (Organização das Nações Unidas), reagiu de forma negativa contra o presidente Jair Bolsonaro, pedindo reforço nas operações da Funai e do Ibama na preservação da Amazônia e de seus protetores.
“Entristece-nos profundamente a informação sobre o assassinato de Dom Philips e Bruno Araújo Pereira”, disse o Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos, por meio de sua porta-voz, Ravina Shamdasan.
Polícia investiga mandante do crime
Enquanto os corpos encontrados pela Polícia Federal no Amazonas passam por perícia, as investigações seguem no sentido de identificar o mandante do assassinato de Dom Phillips e Bruno Pereira, que estavam desaparecidos há vinte dias na região do Vale do Javari, no Amazonas.
Pelo menos cinco pessoas são investigadas por participação no crime que repercutiu nos jornais do Brasil e do mundo, provocando a reação de integrantes de direitos humanos, da classe jornalística, de indigenistas e na população que tinha contato direto com os profissionais no Amazonas.
Irmãos mataram Dom e Bruno
Os irmão Amarildo da Costa Oliveira (Pelado) e Oseney da Costa confessaram a participação no assassinato do jornalista Dom e Bruno, onde relataram à polícia que o jornalista e o indigenista foram mortos a tiros, esquartejados e jogados em uma vala.
Tanto o jornalista quanto Bruno Pereira alegam que tinham vistos pescadores ilegais na região onde foram vistos pela última vez, denunciando que eles estavam atirando contra a equipe. Os suspeitos do crime são pescadores ilegais que agem na região do Vale do Javari, na Amazônia.
